Quando viajamos para algum lado, seja de avião, carro, comboio, bicicleta, etc, acabamos por viajar sempre acompanhados de alguém, esse alguém para mim traduz-se nisto:
domingo, julho 29, 2007
Às vezes parece tão simples...
Por vezes parece tão simples estarmos no mundo dos "adultos" como se fossemos Reis, não parece?
Vejam lá este exemplo:
Vejam lá este exemplo:
quarta-feira, junho 20, 2007
O meu eu....
Eu quero... viver
Eu tenho... sonhos
Eu acho... que o melhor está sempre para vir
Eu odeio... sentir-me injustiçado
Eu sinto... muito.
Eu escuto... quando acho que vale a pena
Eu cheiro... tudo!
Eu imploro... dificilmente.
Eu arrependo-me... muitas vezes.
Eu amo... a vida
Eu sinto dor... mas normalmente disfarço.
Eu sinto falta... do que se perdeu
Eu importo-me... com as pessoas
Eu sempre... sonhei fazer rádio
Eu não fico feliz... com o mal dos outros.
Eu acredito... no Amor
Eu danço... sózinho.
Eu canto... diariamente
Eu choro... devagar.
Eu falho... mas nunca desisto.
Eu luto... para ser melhor
Eu escrevo... mas na maior parte das vezes não mostro a ninguém.
Eu ganho... e a felicidade parece que dura menos do que a dor de perder.
Eu perco... quando me perco
Eu nunca digo... nunca
Eu estou... bem.
Eu sou... humano.
Eu fico feliz... com pouco!
Eu tenho esperança... nas pessoas
Eu preciso... de sol!
Eu deveria... organizar-me melhor.
Eu tenho... sonhos
Eu acho... que o melhor está sempre para vir
Eu odeio... sentir-me injustiçado
Eu sinto... muito.
Eu escuto... quando acho que vale a pena
Eu cheiro... tudo!
Eu imploro... dificilmente.
Eu arrependo-me... muitas vezes.
Eu amo... a vida
Eu sinto dor... mas normalmente disfarço.
Eu sinto falta... do que se perdeu
Eu importo-me... com as pessoas
Eu sempre... sonhei fazer rádio
Eu não fico feliz... com o mal dos outros.
Eu acredito... no Amor
Eu danço... sózinho.
Eu canto... diariamente
Eu choro... devagar.
Eu falho... mas nunca desisto.
Eu luto... para ser melhor
Eu escrevo... mas na maior parte das vezes não mostro a ninguém.
Eu ganho... e a felicidade parece que dura menos do que a dor de perder.
Eu perco... quando me perco
Eu nunca digo... nunca
Eu estou... bem.
Eu sou... humano.
Eu fico feliz... com pouco!
Eu tenho esperança... nas pessoas
Eu preciso... de sol!
Eu deveria... organizar-me melhor.
quinta-feira, maio 31, 2007
Histórias de ontem e de sempre ( pelo menos para mim)

Uma memória de outros dias...
Não te sentes só por vezes? Eu sinto, sempre que me entrego às nossas imagens juntos, ao tempo em que me deixo estar em teus braços.Deixa-me ficar aqui mais um pouco, deixas? Eu vou quando lá fora parar de chover, quando o vento já não estiver à minha espera, quando o tempo se esquecer de mim neste abraço.Será isto uma carta de amor? Não, não o é. Tu não precisas de cartas de amor, não precisas que eu rabisque gatafunhos de tinta em papel branco. Deixa antes que essa tinta se transforme no sangue quente que te corre no corpo, e que escreva na tua pele nua o que sinto em beijos e , que as minhas mãos rabisquem carícias pelo teu corpo.Não precisas que te repita o que os meus beijos te sussurram, o que os meus braços confirmam. Dizer-te que te amo não tem novidade, prefiro que o sintas, que o vejas, que o tenhas, que o tenhamos dentro. Tudo o que te disse-se agora seria pouco para explicar esse sorriso, ou esse gesto. Tudo o que agora te quisesse mostrar em palavras escritas ao acaso, seriam apenas isso, palavras.Sim, sinto-me só sem ti, sem o teu corpo junto ao meu, sem poder encostar o meu corpo ao teu, ou adormecer com o teu cheiro entranhado em mim. Sim, sinto-me só e sei que tu também, mas sei que te amo, que tu também me amas, que talvez um dia fiquemos de uma vez por todas juntos, e que olhemos para ontem com um sorriso de referência, com um olhar de nostalgia perdida, mas com nova vontade...Ficas mais um pouco? Ficas mais um pouco por aqui?
quarta-feira, abril 25, 2007
Hoje e só hoje a tristeza caiu sobre mim
Já faz algum tempo que não ponho aqui as minhas palavras, fico triste ter sido desta maneira.
Hoje ao atender o telemóvel que insistentemente exigia a minha atenção, o mundo desabou. Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha informava-me que o meu melhor amigo, companheiro de grandes jornadas, meu ombro amigo, meu camarada, tinha sofrido um acidente, vindo a falecer quase instantaneamente. Lembro-me de ter desligado o telemóvel e ter caminhado passos lentos para o meu quarto, meu refúgio particular. As imagens da minha juventude vieram quase que imediatamente à minha mente, a escola, o faltar às aulas, as bebedeiras, os amores não corespondidos, as confidências ao pé do ouvido, a cumplicidade, os sorrisos, ai os sorrisos, como eram fáceis de surgir naquela altura, lembrei-me da minha saída da escola para ir para a FAP, de uma nova oportunidade aparecendo, das lágrimas da despedida e principlamente das promessas de novos encontros. Lembro-me perfeitamente de cada feição do melhor amigo que já tive em toda a minha vida, nos seus olhos a promessa de que eu nunca seria esquecido, e realmente nunca fui. Perdi a conta das vezes em que ele me ligava quando eu estava naqueles dias mais dificeis, ou das mensagens que nunca respondi as quais constantemente me enviava, enchendo por completo o meu e-mail de esperanças e promessas de um mundo melhor, lembro-me perfeitamente que foi o seu rosto preocupado quando acordei da operação ao apêndice, lembro-me que foi no seu ombro que chorei a perda do meu querido cão, companheiro eterno de muitas tristezas da vida, foi no seu ouvido, também, que lamentei o acabar de um namoro de 5 anos.
Apesar de isto tudo, procurei me lembrar uma só vez em que tenha lhe ligado a dizer-lhe o quanto era importante saber que podia contar com a sua amizade, afinal parece que eu era um homem muito ocupado, não devia ter tempo, porque sinceramente não me recordo de lhe ter enviado uns quantos de e-mails a dizer-lhe "o mundo vai ficar melhor!", também não me lembro de ter simplesmente aparecido em casa dele para irmos tomar um café, ou beber um copo sem que fosse para fazer outra coisa qualquer, não me lembro de algum dia ter ouvido os seus reais problemas e não aqueles do quotidiano, acho que nunca pensei que ele pode-se na realidade ter problemas. O que mais me irrita é que nunca consegui reparar que ele tinha problemas com a bebida e que muitas vezes bebia demais, pensava que ele estava apenas a ser ele, divertido e divertindo toda a gente, mas vejo agora com grande clareza o meu grande egoísmo, talvez, e este talvez vai-me perseguir até que vá ter com ele, se eu tivesse saído do meu pedestral egocêntrico e prestado um pouco de atenção, despendido um bocadinho do meu sagrado tempo, meu grande amigo não teria bebido até não aguentar e não teria deitado a sua vida fora ao perder o controlo daquele carro que ele tanto amava, talvez ele que tantas vezes iluminou a minha tristeza som a sua presença e palavras de conforto, até mesmo os e-mails que ele me mandava podiam muito bem ser um grito de "ajuda-me!", esses mesmos e-mails que tanta vez apaguei sem sequer ler, jamais saíra da minha cabeça este "talvez"!
Agora estas minhas dúvidas jamais terão resposta, a minha falta de tempo impediu-me de as responder com tempo, com esta coisa toda aproveito para tentar escolher uma roupa preta - digna do meu estado de espírito - e pego no telemóvel, aviso o meu chefe que não vou trabalhar hoje pois irei tirar o dia para homenagear com o meu pranto uma das pessoas que mais amei nesta vida, ao desligar o telemóvel com supresa eu vejo, entre lágrimas e remorsos, a imagem dele a acompanhar-me um dia inteiro enquanto estou triste, como sempre fez.
Descobri que se nós não tomamos as rédeas da nossa vida, acabamos por perder as melhores coisas que a vida têm e acabamos por deixar para amanhã aquilo que podiamos ter feito hoje, agora penso e sei que, provavelmente o amanhã pode não chegar e por isso devia ter dito e feito tudo o que queria HOJE!
Continuo hoje a seu o mesmo profissional que era, continuo a ver os meus e-mails no trabalho, continuo a fazer o meu trabalho da mesma maneira, só faço uma coisa de diferente, não apago nada até que pondere bem o que deve ou não ser respondido.
É assim a vida...
Hoje ao atender o telemóvel que insistentemente exigia a minha atenção, o mundo desabou. Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha informava-me que o meu melhor amigo, companheiro de grandes jornadas, meu ombro amigo, meu camarada, tinha sofrido um acidente, vindo a falecer quase instantaneamente. Lembro-me de ter desligado o telemóvel e ter caminhado passos lentos para o meu quarto, meu refúgio particular. As imagens da minha juventude vieram quase que imediatamente à minha mente, a escola, o faltar às aulas, as bebedeiras, os amores não corespondidos, as confidências ao pé do ouvido, a cumplicidade, os sorrisos, ai os sorrisos, como eram fáceis de surgir naquela altura, lembrei-me da minha saída da escola para ir para a FAP, de uma nova oportunidade aparecendo, das lágrimas da despedida e principlamente das promessas de novos encontros. Lembro-me perfeitamente de cada feição do melhor amigo que já tive em toda a minha vida, nos seus olhos a promessa de que eu nunca seria esquecido, e realmente nunca fui. Perdi a conta das vezes em que ele me ligava quando eu estava naqueles dias mais dificeis, ou das mensagens que nunca respondi as quais constantemente me enviava, enchendo por completo o meu e-mail de esperanças e promessas de um mundo melhor, lembro-me perfeitamente que foi o seu rosto preocupado quando acordei da operação ao apêndice, lembro-me que foi no seu ombro que chorei a perda do meu querido cão, companheiro eterno de muitas tristezas da vida, foi no seu ouvido, também, que lamentei o acabar de um namoro de 5 anos.
Apesar de isto tudo, procurei me lembrar uma só vez em que tenha lhe ligado a dizer-lhe o quanto era importante saber que podia contar com a sua amizade, afinal parece que eu era um homem muito ocupado, não devia ter tempo, porque sinceramente não me recordo de lhe ter enviado uns quantos de e-mails a dizer-lhe "o mundo vai ficar melhor!", também não me lembro de ter simplesmente aparecido em casa dele para irmos tomar um café, ou beber um copo sem que fosse para fazer outra coisa qualquer, não me lembro de algum dia ter ouvido os seus reais problemas e não aqueles do quotidiano, acho que nunca pensei que ele pode-se na realidade ter problemas. O que mais me irrita é que nunca consegui reparar que ele tinha problemas com a bebida e que muitas vezes bebia demais, pensava que ele estava apenas a ser ele, divertido e divertindo toda a gente, mas vejo agora com grande clareza o meu grande egoísmo, talvez, e este talvez vai-me perseguir até que vá ter com ele, se eu tivesse saído do meu pedestral egocêntrico e prestado um pouco de atenção, despendido um bocadinho do meu sagrado tempo, meu grande amigo não teria bebido até não aguentar e não teria deitado a sua vida fora ao perder o controlo daquele carro que ele tanto amava, talvez ele que tantas vezes iluminou a minha tristeza som a sua presença e palavras de conforto, até mesmo os e-mails que ele me mandava podiam muito bem ser um grito de "ajuda-me!", esses mesmos e-mails que tanta vez apaguei sem sequer ler, jamais saíra da minha cabeça este "talvez"!
Agora estas minhas dúvidas jamais terão resposta, a minha falta de tempo impediu-me de as responder com tempo, com esta coisa toda aproveito para tentar escolher uma roupa preta - digna do meu estado de espírito - e pego no telemóvel, aviso o meu chefe que não vou trabalhar hoje pois irei tirar o dia para homenagear com o meu pranto uma das pessoas que mais amei nesta vida, ao desligar o telemóvel com supresa eu vejo, entre lágrimas e remorsos, a imagem dele a acompanhar-me um dia inteiro enquanto estou triste, como sempre fez.
Descobri que se nós não tomamos as rédeas da nossa vida, acabamos por perder as melhores coisas que a vida têm e acabamos por deixar para amanhã aquilo que podiamos ter feito hoje, agora penso e sei que, provavelmente o amanhã pode não chegar e por isso devia ter dito e feito tudo o que queria HOJE!
Continuo hoje a seu o mesmo profissional que era, continuo a ver os meus e-mails no trabalho, continuo a fazer o meu trabalho da mesma maneira, só faço uma coisa de diferente, não apago nada até que pondere bem o que deve ou não ser respondido.
É assim a vida...